| Comandante do primeiro ouro olímpico
coletivo
| Foto Gazeta Press |
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Nome: José Roberto Guimarães
Data de nascimento: 31 de julho 1954
Local: Quintana (SP)
Clubes:
Paineiras do Morumby (88), Pão de Açúcar
(89), Colgate Pão de Açúcar (89/91),
Colgate/São Caetano (91/92), Banespa (96/97) e
Dayvit (97/98). Trabalhou como gerente de futebol do Corinthians
no final dos anos 90, antes de assumir o Finasa/Osasco
(até a temporada 2004/2005). Depois, ainda passou
pela Unisul/Nexxera (2005/2006) e pelo Scavolini Pesaro
(2006/2007).
Principais conquistas:
. Campeão olímpico em Barcelona-1992;
. Campeão da Liga Mundial-1993
. Campeão sul-americano com a seleção
masculina em 1993 e 1995 e com o time nacional feminino
em 2003, 2005 e 2007;
. Conquistou o título do World Super Four em 1992;
. Campeão brasileiro em 1991/1992, com o Colgate/São
Caetano;
. Campeão da Superliga feminina em 2002/2003, 2003/2004
e 2004/2005;
. Campeão do Grand Prix em 2004, 2005 e 2006;
. Campeão da Copa dos Campeões (World Grand
Champions), em 2005;
. Campeão do Montreux Volley Masters, em 2005 e
2006;
. Vice-campeão mundial em 2006;
. Vice-campeão pan-americano em 2007
Participações olímpicas: Montreal/76 (como jogador), Barcelona/92 e Atlanta/96 (como técnico do vôlei masculino) e Atenas-04 (como técnico do vôlei feminino) |
Esqueça a irritação característica de técnicos campeões como
Bernardinho ou Ricardo Navajas. Com a serenidade típica interiorana,
José Roberto Guimarães também sabe como conquistar títulos.
Tanto que possui a primeira medalha de ouro olímpica de esportes
coletivos do Brasil, garantida pela seleção masculina de vôlei
nos Jogos de Barcelona, em 1992.
Técnico da seleção feminina desde agosto de 2003, Zé Roberto
não abandona o lado espiritual. É devoto de Santa Edwiges
e já chegou a cumprir promessas depois de alcançar alguns
objetivos. Por exemplo: após dar o título inédito da Superliga
ao então BCN/Osasco, na temporada 2002/2003, ele percorreu
o caminho de Santiago de Compostela (886,46km da França até
a Espanha). Em outro momento importante de sua carreira, buscou
refúgio em Castilho, na região de Andradina, a cerca de 700km
da capital paulista, antes de aceitar o convite para ser dirigente
no futebol (leia ao lado mais sobre o futebol na vida do técnico).
O treinador possui três títulos da Superliga: além de 2002/2003,
ele levou o Osasco aos títulos das temporadas 2003/2004 e
2004/2005. No início dos anos 90 também levou o Colgate/São
Caetano ao primeiro lugar do pódio, quando a Superliga ainda
era Campeonato Brasileiro. “Há dez anos eu estava começando
minha carreira como técnico. Agora (a sensação) é diferente,
mas tem o mesmo significado”, afirmou, logo após seu primeiro
título com o Osasco.
Nada se compara, no entanto, ao êxito olímpico. “A Olimpíada
é uma nação. Deu para matar a vontade, mas você não pode se
dar por satisfeito”, afirma, prometendo ainda muitos anos
no comando de equipes. “Tive essa experiência, foi boa, mas
ainda não é o momento de parar. Enquanto eu tiver força estarei
em quadra”. Mas então o que o treinador busca, o que o move
no trabalho, depois de chegar ao auge na carreira? “Quero
continuar ganhando”, resume. E explica: “Se nasce assim”
Ele poderá experimentar novamente a sensação, mas de uma
forma diferente: depois de cair na semifinal de Atenas-2004,
ele tem nova chance nas Olimpíadas de Pequim. Às vésperas
da disputa grega, Zé Roberto substituiu Marco Aurélio Motta.
Promoveu a volta de veteranas que se desentenderam com o antigo
comandante, e de talentos perdidos na areia, como Leila.
Logo no primeiro desafio, levou o título sul-americano,
que classificou a equipe para a disputa da Copa do Mundo do
Japão. Vice-campeão no torneio, perdendo para a China na final,
o Brasil assegurou a classificação para as Olimpíadas, onde
fez boa campanha até cair na semifinal de forma espetacular
diante da Rússia, depois de, com 2 sets a 1 no placar, estar
vendo o quarto set por 24 a 19.
Como jogador, Zé Roberto disputou a Olimpíada de Montreal-1976,
quando o Brasil ficou em sétimo lugar. Se a carreira como
técnico tem uma visibilidade bem maior, isso se deve muito
a sua formação como levantador, posição que, segundo ele,
dá mais facilidade para ver o jogo. “Eu era um jogador esforçado,
sem tanto talento, mas dedicado. Não importava o horário de
levantar. Meu gosto era tão grande pelo vôlei que eu não me
importava. Não tive uma vida normal, com festas. Era uma vida
regrada, de atleta”, lembra.
Sob seu ponto de vista, o jogador mais esforçado tem mais
tendência a se tornar técnico. “Não conheci muitos bons jogadores,
que tenham sido excelentes técnicos. Em nenhuma modalidade.
Ser técnico é ter que observar, se dedicar mais para aprender.
Quem tem talento não sabe como se faz isso”, acredita.
Reconhecido por ter inovado a seleção masculina, ao exigir
versatilidade dos jogadores, que atacavam da ponta, do meio
de rede, do fundo de quadra, de todo lugar, ele foi contra
algumas das novas regras implantadas no esporte, principalmente
a criação do líbero, posição que especializa demais o atleta.
Agora, mesmo sem o favoritismo e sob a sombra das derrotas
na final do Mundial e do Pan-americano, ele tenta a consagração
e o ouro olímpico em Pequim, desta vez com as mulheres brasileiras.
A seleção feminina - Graças aos bons resultados no Osasco,
o técnico José Roberto Guimarães acabou sendo convidado pela
Confederação Brasileira de Vôlei para assumir a seleção feminina
no segundo semestre de 2003. O grupo vivia uma crise profunda,
graças ao mau relacionamento entre parte das atletas e o então
técnico Marco Aurélio Motta, que culminou no pedido de dispensa
das principais jogadoras, como Fofão, Érika, Fernanda Venturini,
Waleswska e Virna.
Bastante respeitado no meio esportivo,
Zé Roberto não teve problemas para reconduzir as veteranas
ao time, que iria tentar o ouro nas Olimpíadas de Atenas.
E, com menos de um ano para trabalhar, ele conseguiu o feito
de montar um grupo forte, que contava ainda com a força de
atletas da nova geração, como Fabiana, Sassá e Mari.
De cara, a equipe ganhou o Sul-americano e garantiu uma
vaga na Copa do Mundo, competição na qual se classificou para
Atenas com o vice-campeonato. No ano seguinte, as meninas
ainda levantaram a taça do Grand Prix, enchendo a torcida
nacional de esperança em finalmente ganhar a sonhada medalha
de ouro.
O time finalmente tinha um padrão de jogo e foi bem em seus
primeiros jogos em solo grego: 3 a 0 no Japão e 3 a 0 no Quênia.
Logo em seguida, uma partida difícil, mas, depois de uma vitória
dramática sobre a campeã mundial Itália por 3 a 2, o grupo
encerrou tranquilamente sua participação na primeira fase,
com vitórias por 3 a 0 sobre a Grécia e sobre a Coréia do
Sul.
Em outro duelo tenso, o Brasil despachou os Estados Unidos
nas quartas-de-final, batendo as rivais no tie-break. O último
adversário rumo à inédita decisão olímpica seria a Rússia,
time que vinha com campanha irregular, com derrotas para Cuba
e China. As brasileiras eram favoritas e logo se impuseram
em quadra, abrindo 2 sets a 0, com 25/18 e 25/21.
Relaxada, a equipe cedeu a terceira etapa para as européias,
que fizeram 25/22. Na quarta parcial, porém, quando as brasileiras
pareciam ter se recuperado, o inacreditável aconteceu: o grupo
teve cinco match points, mas desperdiçou todas as oportunidades.
Resultado: 26 a 24 para as russas, que chegaram a ter cinco
pontos de desvantagem (24 a 19).
Apesar da falha, nem tudo estava perdido e ainda havia um
tie-break a ser disputado. Sem parecer estar abalado, o Brasil
atuou bem e chegou a abrir 12 a 09. Mas a equipe voltou a
mostrar instabilidade nos momentos decisivos e, depois de
novo match point jogado fora, permitiu a vitória russa na
partida. Desolação e choro marcaram o rosto de atletas e membros
da comissão-técnica após a eliminação. “É difícil explicar
o inexplicável”, resumiu Zé Roberto.
Abatida pela traumática derrota, a seleção brasileira não
conseguiu se recuperar para a disputa do bronze e perdeu o
terceiro lugar para Cuba, velha rival que já havia derrotado
as brasileiras nas semifinais de Sidney e de Atlanta. “Tivemos
todas as chances contra a Rússia, com o passe na mão e não
conseguimos fazer o ponto que mais precisamos no jogo. Mas
vamos lá, a vida segue”, conformou-se o treinador.
Aproveitando-se da retirada de nomes como Virna, Venturini
e Leila após os Jogos de Atenas, Zé Roberto promoveu uma renovação
no início do novo ciclo olímpico, promovendo nomes como Sheilla
e Paula Pequeno à equipe titular. E deu certo: o Brasil foi
campeão de todos os torneios que disputou em 2005. Ao mesmo
tempo, o técnico seguia bem-sucedido entre os clubes, levando
o Osasco ao tricampeonato nacional, depois de intensa batalha
contra o Rexona, de Bernardinho, nas finais. No ano seguinte,
Zé Roberto voltou a assumir um time masculino, a Unisul, de
Santa Catarina, que levou às semifinais da Superliga masculina.
Em 2006, ano em que o técnico assumiu o time feminino do
Scavolini Pesaro, na Itália, a equipe nacional continuou bem
e ainda contou com a volta de Fofão e Walewska, que haviam
pedido dispensa da temporada anterior para tirar férias. Graças
aos títulos do Montreux e do Grand Prix, o Brasil chegou como
favorito ao Mundial, disputado no final do ano. Na fase classificatória,
as brasileiras só tiveram problemas contra a Holanda (vitória
no tie-break), mas logo em seguida arrasaram o forte time
dos Estados Unidos por 3 a 0, seguindo vivas na competição.
Êxitos sobre a China e a Rússia na segunda fase deram mais
confiança à torcida e a equipe eliminou a Sérvia na semifinal
por 3 a 1.
A adversária na decisão seria novamente a Rússia, que desta
vez contou com um dia absolutamente inspirado da gigante Gamova,
de 2,06m, responsável por nada menos que 28 pontos na final.
Valente, o Brasil ainda lutou, porém, de novo falhou na hora
mais importante do duelo: no segundo set, o time chegou a
23 a 21 no placar, mas tomou a virada. No tie-break, conseguiu
ter 13 a 11 com direito a contra-ataque de Sheilla, só que
novamente as rivais conseguiram grande seqüência de pontos
e ficaram com a taça. Entre os clubes, Zé levou o Pesaro ao
título da Supercopa Italiana e às semifinais do Campeonato
Italiano.
Apesar da derrota no Mundial, o Brasil continuou em alta
no cenário internacional e chegou aos Jogos Pan-americanos
como favorito. Na competição continental, uma das poucas que
a seleção teve a oportunidade de jogar diante de sua torcida,
vitórias fáceis sobre Peru, República Dominicana, México e
Estados Unidos até chegar à esperada final contra as cubanas.
E aí, mais uma vez, o time não conseguiu ter tranqüilidade
suficiente na hora da decisão: em um duelo memorável, as brasileiras
desperdiçaram nada menos que seis match points, distribuídos
pelo quarto e quinto sets, e tiveram que se contentar com
a medalha de prata.
Questionado ainda no Rio de Janeiro sobre os insucessos
do grupo nas horas decisivas, Zé Roberto mostrou irritação.
“Esse grupo disputou 12 torneios e perdeu apenas dois. Estou
orgulhoso pelo time, que perdeu lutando. Estou triste pela
derrota, é claro, mas não pela entrega”, afirmou o treinador,
que ainda disputou três torneios em 2007 com a equipe nacional:
o Grand Prix, onde foi quinto colocado, o Sul-americano, no
qual se sagrou campeão e a Copa do Mundo, disputa em que ficou
com o vice-campeonato e garantiu uma vaga para as Olimpíadas
de Pequim, onde terá nova chance de comemorar a conquista
de uma medalha de ouro.
Ouro olímpico - A comprovação do tino para comandar equipes
veio com o ouro olímpico em 92. O título foi conquistado poucos
meses depois de Zé Roberto assumir o time, em fevereiro. "Mas
eu já trabalhava com o grupo antes, durante dois anos, em
89 e 90 e em 91 eu treinava o sistema defensivo do time",
faz questão de ressaltar. Ele garante que só conquistou a
medalha porque tinha um grupo excepcional. "Ninguém faz mágica.
Você ajuda a aprimorar, mas quando tem cabeças-de-bagre nas
mãos, nem sendo papa consegue alguma coisa", exemplifica.
Outro fator que influenciou na vitória foi a motivação da
equipe, decorrente do descrédito que o Brasil tinha, à época.
O técnico lembra que o grupo nunca foi colocado entre os favoritos
e era olhado com desprezo pelos adversários, o que ajudou
a unir os jogadores e a comissão técnica. Na verdade, até
mesmo o objetivo traçado era um tanto quanto realista: chegar
às quartas-de-final. Talvez por isso, o jogo decisivo, contra
a Holanda, teve um impacto muito forte sobre o treinador,
que admite não ter visto os últimos pontos. "Estava em transe",
lembra.
Sucesso, reconhecimento. Ele chegou a ser sondado por políticos
para fazer campanha eleitoral, mas nem deu retorno. A pendência
foi a falta de uma medalha de ouro, já que apenas os atletas
a recebem. Ele ganhou uma de cartolina, feita por alunos do
Colégio Mackenzie, e até o início de 2003 foi sua única lembrança
concreta. Agora ele também tem uma cópia fiel da original,
providenciada pela Confederação das Unimeds (Confesp).
O auge da seleção continuou até a Liga Mundial do ano seguinte,
também vencida pelo Brasil. Mas o caminho até as Olimpíadas
de Atlanta/96 teria mais obstáculos do que o técnico poderia
imaginar. "A volta dos jogadores que estavam na Itália foi
prejudicial. Eles estavam evoluindo e amadurecendo, num grande
campeonato, numa grande estrutura. Quando voltaram para o
Brasil não foi bom porque o campeonato aqui não era condizente
com a situação deles. Tande veio para o Flamengo, terminou
em oitavo e ele ficou sem motivação. Maurício e Marcelo Negrão
não queriam voltar e declararam publicamente isso. A idéia
do repatriamento não foi boa. Doía muito ver nossos melhores
jogadores fora do país, mas era o melhor para eles e para
a seleção", analisou Zé Roberto, em entrevista à Gazeta
Esportiva, logo após o Brasil terminar em quinto lugar
nos Jogos Olímpicos.
Max e Carlão estavam lesionados e o último foi motivo de
polêmica com o treinador. "Ficou uma coisa muito ruim no ar
e mal explicada. Ele queria jogar, só que em nenhum momento
chegou para mim e disse que assumia as responsabilidades.
Eu não poderia assumir uma responsabilidade dessa. A atitude
do Carlão sempre foi de guerreiro, de jogar, de ajudar. Quem
tem de assumir isso é o médico da seleção. Ele é quem deu
o laudo de que Carlão não poderia jogar", explicou o técnico,
na mesma entrevista, em outubro de 96.
Seja como for, o fato é que o presidente do Comitê Olímpico
Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, fez duras críticas ao trabalho
de Zé Roberto, insinuando que o treinador não tinha independência
para convocar os jogadores, e que facilitava as atividades
publicitárias de alguns atletas em prejuízo dos treinos. O
técnico classificou os comentários como "infelizes" e lembrou
que Nuzman foi um dos que mais ganharam com a conquista de
92, quando ainda era presidente da Confederação Brasileira
de Vôlei.
Zé Roberto voltou de Atlanta já sem cargo no comando
da seleção, algo que, segundo ele, já havia sido acertado
antes mesmo da Liga Mundial de 96. "Achava que tinha encerrado
meu ciclo de trabalho na equipe após quatro anos e meio." O único pesar foi sair sem uma medalha de Atlanta. "Esta
é minha maior tristeza. Dói e vai doer muito, porque o time
tinha condição", diz ele, que acreditava que o Brasil estava
atrás apenas da Holanda e da Itália.
Depois do ouro olímpico em Barcelona e da decepção em Atlanta,
uma passagem pelo Banespa, e ele voltou para o vôlei feminino,
assumindo a recém-criada equipe do Dayvit, em 97. Mantendo
a eficiência que lhe é característica, conquistou o título
paulista em cima do Leites Nestlé, uma das principais forças
nacionais, favorito absoluto na competição. No ano seguinte,
no entanto, a Dayvit retirou o patrocínio e ele se viu sem
emprego. Chegou a receber um convite para assumir a seleção
da Espanha no Mundial do Japão e no Campeonato Europeu, mas
recusou. Queria construir algo.
Não que ele já não tivesse nada construído. Pelo contrário.
O dinheiro que havia ganhado com o vôlei até então ele investira
na construção do Centro de Treinamento Sportville, em Barueri.
O local até hoje é usado para treinos de times de futebol
e vôlei. Mas ele resolveu também deixar de ser técnico para
dirigir a equipe da Universidade de Guarulhos/Sportville,
que substituiu o Dayvit e ficou em quarto lugar na Superliga.
O grupo foi sua prioridade na temporada 98/99, até ele ser
fisgado pelo futebol.
Paixão pelo futebol – O primeiro técnico
de vôlei a fazer uma incursão pelo mundo do futebol foi José
Carlos Brunoro, contratado pelo Palmeiras em 92, e que teve
uma passagem de sucesso pelo time. Ele foi substituído por
Paulo Russo, que não teve o mesmo desempenho. Em abril de
99, o também ex-técnico de vôlei Bebeto de Freitas foi para
o Atlético. Identificou-se tanto com o novo esporte que hoje
dirige o Botafogo.
Pouco depois de Bebeto, foi a vez de Zé Roberto também ter
sua chance nos campos. Em maio de 99, ele assumiu a gerência
do departamento de futebol do Corinthians. Seu nome foi definido
pelo fundo de investimentos Hicks Muse, para comandar a Corinthians
Licenciamentos. Ficou apenas oito meses no cargo, para depois
deixar o clube. Mas continuou como representante da empresa
norte-americana por dois anos, período em que a companhia
também patrocinou o Cruzeiro. Sua função era organizar e trazer
novas idéias para o esporte. Ele participou de pequenas reformulações
nas categorias de base dos dois times apoiados pela Hicks.
Mesmo antes de sua ligação com o Corinthians, ele já tinha
passado pelo futebol. Em 96, foi nomeado consultor do São
Paulo. Ele ainda era técnico do time masculino de vôlei do
Banespa, e como colaborador, não era remunerado pelo Tricolor,
fazia tudo por amor à camisa. Sua função era ligada à diretoria
e ele era auxiliado pelo ator global Cássio Gabus Mendes.
Além disso, teve uma passagem mais informal pelo Palmeiras.
Amigo do técnico Luiz Felipe Scolari (comandante do time de
96 a 99), deu várias palestras para os atletas.
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