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Atualização: 26/12/2007
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . JOSÉ ROBERTO GUIMARÃES

Comandante do primeiro ouro olímpico coletivo

Foto Gazeta Press
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Nome: José Roberto Guimarães
Data de nascimento: 31 de julho 1954
Local: Quintana (SP)
Clubes:
Paineiras do Morumby (88), Pão de Açúcar (89), Colgate Pão de Açúcar (89/91), Colgate/São Caetano (91/92), Banespa (96/97) e Dayvit (97/98). Trabalhou como gerente de futebol do Corinthians no final dos anos 90, antes de assumir o Finasa/Osasco (até a temporada 2004/2005). Depois, ainda passou pela Unisul/Nexxera (2005/2006) e pelo Scavolini Pesaro (2006/2007).
Principais conquistas:
. Campeão olímpico em Barcelona-1992;
. Campeão da Liga Mundial-1993
. Campeão sul-americano com a seleção masculina em 1993 e 1995 e com o time nacional feminino em 2003, 2005 e 2007;
. Conquistou o título do World Super Four em 1992;
. Campeão brasileiro em 1991/1992, com o Colgate/São Caetano;
. Campeão da Superliga feminina em 2002/2003, 2003/2004 e 2004/2005;
. Campeão do Grand Prix em 2004, 2005 e 2006;
. Campeão da Copa dos Campeões (World Grand Champions), em 2005;
. Campeão do Montreux Volley Masters, em 2005 e 2006;
. Vice-campeão mundial em 2006;
. Vice-campeão pan-americano em 2007
Participações olímpicas: Montreal/76 (como jogador), Barcelona/92 e Atlanta/96 (como técnico do vôlei masculino) e Atenas-04 (como técnico do vôlei feminino)
Esqueça a irritação característica de técnicos campeões como Bernardinho ou Ricardo Navajas. Com a serenidade típica interiorana, José Roberto Guimarães também sabe como conquistar títulos. Tanto que possui a primeira medalha de ouro olímpica de esportes coletivos do Brasil, garantida pela seleção masculina de vôlei nos Jogos de Barcelona, em 1992.

Técnico da seleção feminina desde agosto de 2003, Zé Roberto não abandona o lado espiritual. É devoto de Santa Edwiges e já chegou a cumprir promessas depois de alcançar alguns objetivos. Por exemplo: após dar o título inédito da Superliga ao então BCN/Osasco, na temporada 2002/2003, ele percorreu o caminho de Santiago de Compostela (886,46km da França até a Espanha). Em outro momento importante de sua carreira, buscou refúgio em Castilho, na região de Andradina, a cerca de 700km da capital paulista, antes de aceitar o convite para ser dirigente no futebol (leia ao lado mais sobre o futebol na vida do técnico).

O treinador possui três títulos da Superliga: além de 2002/2003, ele levou o Osasco aos títulos das temporadas 2003/2004 e 2004/2005. No início dos anos 90 também levou o Colgate/São Caetano ao primeiro lugar do pódio, quando a Superliga ainda era Campeonato Brasileiro. “Há dez anos eu estava começando minha carreira como técnico. Agora (a sensação) é diferente, mas tem o mesmo significado”, afirmou, logo após seu primeiro título com o Osasco.

Nada se compara, no entanto, ao êxito olímpico. “A Olimpíada é uma nação. Deu para matar a vontade, mas você não pode se dar por satisfeito”, afirma, prometendo ainda muitos anos no comando de equipes. “Tive essa experiência, foi boa, mas ainda não é o momento de parar. Enquanto eu tiver força estarei em quadra”. Mas então o que o treinador busca, o que o move no trabalho, depois de chegar ao auge na carreira? “Quero continuar ganhando”, resume. E explica: “Se nasce assim”

Ele poderá experimentar novamente a sensação, mas de uma forma diferente: depois de cair na semifinal de Atenas-2004, ele tem nova chance nas Olimpíadas de Pequim. Às vésperas da disputa grega, Zé Roberto substituiu Marco Aurélio Motta. Promoveu a volta de veteranas que se desentenderam com o antigo comandante, e de talentos perdidos na areia, como Leila.

Logo no primeiro desafio, levou o título sul-americano, que classificou a equipe para a disputa da Copa do Mundo do Japão. Vice-campeão no torneio, perdendo para a China na final, o Brasil assegurou a classificação para as Olimpíadas, onde fez boa campanha até cair na semifinal de forma espetacular diante da Rússia, depois de, com 2 sets a 1 no placar, estar vendo o quarto set por 24 a 19.

Como jogador, Zé Roberto disputou a Olimpíada de Montreal-1976, quando o Brasil ficou em sétimo lugar. Se a carreira como técnico tem uma visibilidade bem maior, isso se deve muito a sua formação como levantador, posição que, segundo ele, dá mais facilidade para ver o jogo. “Eu era um jogador esforçado, sem tanto talento, mas dedicado. Não importava o horário de levantar. Meu gosto era tão grande pelo vôlei que eu não me importava. Não tive uma vida normal, com festas. Era uma vida regrada, de atleta”, lembra.

Sob seu ponto de vista, o jogador mais esforçado tem mais tendência a se tornar técnico. “Não conheci muitos bons jogadores, que tenham sido excelentes técnicos. Em nenhuma modalidade. Ser técnico é ter que observar, se dedicar mais para aprender. Quem tem talento não sabe como se faz isso”, acredita.

Reconhecido por ter inovado a seleção masculina, ao exigir versatilidade dos jogadores, que atacavam da ponta, do meio de rede, do fundo de quadra, de todo lugar, ele foi contra algumas das novas regras implantadas no esporte, principalmente a criação do líbero, posição que especializa demais o atleta. Agora, mesmo sem o favoritismo e sob a sombra das derrotas na final do Mundial e do Pan-americano, ele tenta a consagração e o ouro olímpico em Pequim, desta vez com as mulheres brasileiras.

A seleção feminina - Graças aos bons resultados no Osasco, o técnico José Roberto Guimarães acabou sendo convidado pela Confederação Brasileira de Vôlei para assumir a seleção feminina no segundo semestre de 2003. O grupo vivia uma crise profunda, graças ao mau relacionamento entre parte das atletas e o então técnico Marco Aurélio Motta, que culminou no pedido de dispensa das principais jogadoras, como Fofão, Érika, Fernanda Venturini, Waleswska e Virna.

Bastante respeitado no meio esportivo, Zé Roberto não teve problemas para reconduzir as veteranas ao time, que iria tentar o ouro nas Olimpíadas de Atenas. E, com menos de um ano para trabalhar, ele conseguiu o feito de montar um grupo forte, que contava ainda com a força de atletas da nova geração, como Fabiana, Sassá e Mari.

De cara, a equipe ganhou o Sul-americano e garantiu uma vaga na Copa do Mundo, competição na qual se classificou para Atenas com o vice-campeonato. No ano seguinte, as meninas ainda levantaram a taça do Grand Prix, enchendo a torcida nacional de esperança em finalmente ganhar a sonhada medalha de ouro.

O time finalmente tinha um padrão de jogo e foi bem em seus primeiros jogos em solo grego: 3 a 0 no Japão e 3 a 0 no Quênia. Logo em seguida, uma partida difícil, mas, depois de uma vitória dramática sobre a campeã mundial Itália por 3 a 2, o grupo encerrou tranquilamente sua participação na primeira fase, com vitórias por 3 a 0 sobre a Grécia e sobre a Coréia do Sul.

Em outro duelo tenso, o Brasil despachou os Estados Unidos nas quartas-de-final, batendo as rivais no tie-break. O último adversário rumo à inédita decisão olímpica seria a Rússia, time que vinha com campanha irregular, com derrotas para Cuba e China. As brasileiras eram favoritas e logo se impuseram em quadra, abrindo 2 sets a 0, com 25/18 e 25/21.

Relaxada, a equipe cedeu a terceira etapa para as européias, que fizeram 25/22. Na quarta parcial, porém, quando as brasileiras pareciam ter se recuperado, o inacreditável aconteceu: o grupo teve cinco match points, mas desperdiçou todas as oportunidades. Resultado: 26 a 24 para as russas, que chegaram a ter cinco pontos de desvantagem (24 a 19).

Apesar da falha, nem tudo estava perdido e ainda havia um tie-break a ser disputado. Sem parecer estar abalado, o Brasil atuou bem e chegou a abrir 12 a 09. Mas a equipe voltou a mostrar instabilidade nos momentos decisivos e, depois de novo match point jogado fora, permitiu a vitória russa na partida. Desolação e choro marcaram o rosto de atletas e membros da comissão-técnica após a eliminação. “É difícil explicar o inexplicável”, resumiu Zé Roberto.

Abatida pela traumática derrota, a seleção brasileira não conseguiu se recuperar para a disputa do bronze e perdeu o terceiro lugar para Cuba, velha rival que já havia derrotado as brasileiras nas semifinais de Sidney e de Atlanta. “Tivemos todas as chances contra a Rússia, com o passe na mão e não conseguimos fazer o ponto que mais precisamos no jogo. Mas vamos lá, a vida segue”, conformou-se o treinador.

Aproveitando-se da retirada de nomes como Virna, Venturini e Leila após os Jogos de Atenas, Zé Roberto promoveu uma renovação no início do novo ciclo olímpico, promovendo nomes como Sheilla e Paula Pequeno à equipe titular. E deu certo: o Brasil foi campeão de todos os torneios que disputou em 2005. Ao mesmo tempo, o técnico seguia bem-sucedido entre os clubes, levando o Osasco ao tricampeonato nacional, depois de intensa batalha contra o Rexona, de Bernardinho, nas finais. No ano seguinte, Zé Roberto voltou a assumir um time masculino, a Unisul, de Santa Catarina, que levou às semifinais da Superliga masculina.

Em 2006, ano em que o técnico assumiu o time feminino do Scavolini Pesaro, na Itália, a equipe nacional continuou bem e ainda contou com a volta de Fofão e Walewska, que haviam pedido dispensa da temporada anterior para tirar férias. Graças aos títulos do Montreux e do Grand Prix, o Brasil chegou como favorito ao Mundial, disputado no final do ano. Na fase classificatória, as brasileiras só tiveram problemas contra a Holanda (vitória no tie-break), mas logo em seguida arrasaram o forte time dos Estados Unidos por 3 a 0, seguindo vivas na competição. Êxitos sobre a China e a Rússia na segunda fase deram mais confiança à torcida e a equipe eliminou a Sérvia na semifinal por 3 a 1.

A adversária na decisão seria novamente a Rússia, que desta vez contou com um dia absolutamente inspirado da gigante Gamova, de 2,06m, responsável por nada menos que 28 pontos na final. Valente, o Brasil ainda lutou, porém, de novo falhou na hora mais importante do duelo: no segundo set, o time chegou a 23 a 21 no placar, mas tomou a virada. No tie-break, conseguiu ter 13 a 11 com direito a contra-ataque de Sheilla, só que novamente as rivais conseguiram grande seqüência de pontos e ficaram com a taça. Entre os clubes, Zé levou o Pesaro ao título da Supercopa Italiana e às semifinais do Campeonato Italiano.

Apesar da derrota no Mundial, o Brasil continuou em alta no cenário internacional e chegou aos Jogos Pan-americanos como favorito. Na competição continental, uma das poucas que a seleção teve a oportunidade de jogar diante de sua torcida, vitórias fáceis sobre Peru, República Dominicana, México e Estados Unidos até chegar à esperada final contra as cubanas. E aí, mais uma vez, o time não conseguiu ter tranqüilidade suficiente na hora da decisão: em um duelo memorável, as brasileiras desperdiçaram nada menos que seis match points, distribuídos pelo quarto e quinto sets, e tiveram que se contentar com a medalha de prata.

Questionado ainda no Rio de Janeiro sobre os insucessos do grupo nas horas decisivas, Zé Roberto mostrou irritação. “Esse grupo disputou 12 torneios e perdeu apenas dois. Estou orgulhoso pelo time, que perdeu lutando. Estou triste pela derrota, é claro, mas não pela entrega”, afirmou o treinador, que ainda disputou três torneios em 2007 com a equipe nacional: o Grand Prix, onde foi quinto colocado, o Sul-americano, no qual se sagrou campeão e a Copa do Mundo, disputa em que ficou com o vice-campeonato e garantiu uma vaga para as Olimpíadas de Pequim, onde terá nova chance de comemorar a conquista de uma medalha de ouro.

Ouro olímpico - A comprovação do tino para comandar equipes veio com o ouro olímpico em 92. O título foi conquistado poucos meses depois de Zé Roberto assumir o time, em fevereiro. "Mas eu já trabalhava com o grupo antes, durante dois anos, em 89 e 90 e em 91 eu treinava o sistema defensivo do time", faz questão de ressaltar. Ele garante que só conquistou a medalha porque tinha um grupo excepcional. "Ninguém faz mágica. Você ajuda a aprimorar, mas quando tem cabeças-de-bagre nas mãos, nem sendo papa consegue alguma coisa", exemplifica.

Outro fator que influenciou na vitória foi a motivação da equipe, decorrente do descrédito que o Brasil tinha, à época. O técnico lembra que o grupo nunca foi colocado entre os favoritos e era olhado com desprezo pelos adversários, o que ajudou a unir os jogadores e a comissão técnica. Na verdade, até mesmo o objetivo traçado era um tanto quanto realista: chegar às quartas-de-final. Talvez por isso, o jogo decisivo, contra a Holanda, teve um impacto muito forte sobre o treinador, que admite não ter visto os últimos pontos. "Estava em transe", lembra.

Sucesso, reconhecimento. Ele chegou a ser sondado por políticos para fazer campanha eleitoral, mas nem deu retorno. A pendência foi a falta de uma medalha de ouro, já que apenas os atletas a recebem. Ele ganhou uma de cartolina, feita por alunos do Colégio Mackenzie, e até o início de 2003 foi sua única lembrança concreta. Agora ele também tem uma cópia fiel da original, providenciada pela Confederação das Unimeds (Confesp).

O auge da seleção continuou até a Liga Mundial do ano seguinte, também vencida pelo Brasil. Mas o caminho até as Olimpíadas de Atlanta/96 teria mais obstáculos do que o técnico poderia imaginar. "A volta dos jogadores que estavam na Itália foi prejudicial. Eles estavam evoluindo e amadurecendo, num grande campeonato, numa grande estrutura. Quando voltaram para o Brasil não foi bom porque o campeonato aqui não era condizente com a situação deles. Tande veio para o Flamengo, terminou em oitavo e ele ficou sem motivação. Maurício e Marcelo Negrão não queriam voltar e declararam publicamente isso. A idéia do repatriamento não foi boa. Doía muito ver nossos melhores jogadores fora do país, mas era o melhor para eles e para a seleção", analisou Zé Roberto, em entrevista à Gazeta Esportiva, logo após o Brasil terminar em quinto lugar nos Jogos Olímpicos.

Max e Carlão estavam lesionados e o último foi motivo de polêmica com o treinador. "Ficou uma coisa muito ruim no ar e mal explicada. Ele queria jogar, só que em nenhum momento chegou para mim e disse que assumia as responsabilidades. Eu não poderia assumir uma responsabilidade dessa. A atitude do Carlão sempre foi de guerreiro, de jogar, de ajudar. Quem tem de assumir isso é o médico da seleção. Ele é quem deu o laudo de que Carlão não poderia jogar", explicou o técnico, na mesma entrevista, em outubro de 96.

Seja como for, o fato é que o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, fez duras críticas ao trabalho de Zé Roberto, insinuando que o treinador não tinha independência para convocar os jogadores, e que facilitava as atividades publicitárias de alguns atletas em prejuízo dos treinos. O técnico classificou os comentários como "infelizes" e lembrou que Nuzman foi um dos que mais ganharam com a conquista de 92, quando ainda era presidente da Confederação Brasileira de Vôlei.

Zé Roberto voltou de Atlanta já sem cargo no comando da seleção, algo que, segundo ele, já havia sido acertado antes mesmo da Liga Mundial de 96. "Achava que tinha encerrado meu ciclo de trabalho na equipe após quatro anos e meio." O único pesar foi sair sem uma medalha de Atlanta. "Esta é minha maior tristeza. Dói e vai doer muito, porque o time tinha condição", diz ele, que acreditava que o Brasil estava atrás apenas da Holanda e da Itália.

Depois do ouro olímpico em Barcelona e da decepção em Atlanta, uma passagem pelo Banespa, e ele voltou para o vôlei feminino, assumindo a recém-criada equipe do Dayvit, em 97. Mantendo a eficiência que lhe é característica, conquistou o título paulista em cima do Leites Nestlé, uma das principais forças nacionais, favorito absoluto na competição. No ano seguinte, no entanto, a Dayvit retirou o patrocínio e ele se viu sem emprego. Chegou a receber um convite para assumir a seleção da Espanha no Mundial do Japão e no Campeonato Europeu, mas recusou. Queria construir algo.

Não que ele já não tivesse nada construído. Pelo contrário. O dinheiro que havia ganhado com o vôlei até então ele investira na construção do Centro de Treinamento Sportville, em Barueri. O local até hoje é usado para treinos de times de futebol e vôlei. Mas ele resolveu também deixar de ser técnico para dirigir a equipe da Universidade de Guarulhos/Sportville, que substituiu o Dayvit e ficou em quarto lugar na Superliga. O grupo foi sua prioridade na temporada 98/99, até ele ser fisgado pelo futebol.

Paixão pelo futebol – O primeiro técnico de vôlei a fazer uma incursão pelo mundo do futebol foi José Carlos Brunoro, contratado pelo Palmeiras em 92, e que teve uma passagem de sucesso pelo time. Ele foi substituído por Paulo Russo, que não teve o mesmo desempenho. Em abril de 99, o também ex-técnico de vôlei Bebeto de Freitas foi para o Atlético. Identificou-se tanto com o novo esporte que hoje dirige o Botafogo.

Pouco depois de Bebeto, foi a vez de Zé Roberto também ter sua chance nos campos. Em maio de 99, ele assumiu a gerência do departamento de futebol do Corinthians. Seu nome foi definido pelo fundo de investimentos Hicks Muse, para comandar a Corinthians Licenciamentos. Ficou apenas oito meses no cargo, para depois deixar o clube. Mas continuou como representante da empresa norte-americana por dois anos, período em que a companhia também patrocinou o Cruzeiro. Sua função era organizar e trazer novas idéias para o esporte. Ele participou de pequenas reformulações nas categorias de base dos dois times apoiados pela Hicks.

Mesmo antes de sua ligação com o Corinthians, ele já tinha passado pelo futebol. Em 96, foi nomeado consultor do São Paulo. Ele ainda era técnico do time masculino de vôlei do Banespa, e como colaborador, não era remunerado pelo Tricolor, fazia tudo por amor à camisa. Sua função era ligada à diretoria e ele era auxiliado pelo ator global Cássio Gabus Mendes. Além disso, teve uma passagem mais informal pelo Palmeiras. Amigo do técnico Luiz Felipe Scolari (comandante do time de 96 a 99), deu várias palestras para os atletas.

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